Trajetória do Owl, parte 5

A sessão que se clonou

jul de 2026 · escrito em · 3 min de leitura

macOS · Claude Code · Swift · projetos pessoais

O Owl já sabia avisar. Faltava que um clique numa sessão no notch me levasse direto a ela, dentro do Claude Desktop.

No primeiro clique, caí numa sessão nova, com o mesmo conteúdo da original e outro nome. Percebi na hora, porque naquele momento eu só tinha duas sessões abertas, a do teste e outra de outro assunto.

Dois nomes para a mesma sessão

Só fui entender de verdade o que aconteceu agora, escrevendo este post e lendo o código que o Claude deixou.

Uma sessão do Claude Code tem dois identificadores. Um é o da própria sessão, que chega ao Owl junto com cada aviso. O outro é o que o Claude Desktop usa internamente para guardar a mesma conversa na barra lateral.

O clique abria um link do tipo claude://resume?session=..., que pede ao Desktop para retomar uma sessão. A primeira versão mandava o identificador que o Owl conhecia. Só que o Desktop procura pelo dele. Como não encontrava, tratava como uma sessão nova, importava tudo de novo e criava uma cópia.

A correção foi ensinar o Owl a traduzir. O Desktop guarda no próprio Mac uma ficha de cada sessão, com os dois identificadores. O Owl passou a ler essas fichas, achar o identificador do Desktop e mandar esse no link. Aí o Desktop reconhece a conversa e abre a que já existe.

Gostei de ver que o Claude chegou nessa causa lendo o código que vem dentro do próprio app do Claude Desktop, e que deixou anotado no Owl o que tinha confirmado e o que era suposição.

Testador do Claude

Não foram muitas tentativas, mais duas ou três cópias até achar o problema. Mas, desta vez, o Claude não conseguia testar sozinho. A cada ajuste dele, eu reinstalava o Owl, esperava uma notificação e clicava. Se abrisse a sessão certa, ótimo. Se aparecesse uma cópia, eu contava o que tinha visto e apagava a errada.

Para ele testar sozinho, precisaria controlar o meu mouse ou ganhar um comando que clicasse no Owl por ele. Não quis nenhum dos dois. Era algo simples de resolver clicando, e dar esse poder ao Claude, ou ao Owl, seria desnecessário. Depois até pensei num atalho de teclado, mas só para mostrar e esconder o Owl, nunca para mexer numa sessão sem a minha mão no mouse.

Me senti fazendo o papel de QA do Claude. E tudo bem, acho que hoje precisamos ser mais testadores mesmo. Quem conhece os problemas e as regras do negócio somos nós, que estamos ali discutindo com o time no dia a dia. Além disso, eu estava avaliando o Claude, quase como numa entrevista de emprego, para entender como ele poderia ajudar no dia a dia, e não me arrependo.

E o Cowork?

O Owl não enxerga as sessões do Cowork. O Cowork roda dentro de uma máquina virtual Linux, separada do Mac, e os avisos que chegam ao Owl não saem de lá. No começo isso me incomodou, mas hoje quase não sinto falta. Ajudaria se alcançasse, mas não é um problema.

No próximo post, conto como foi uma semana usando o Owl de verdade, e a pausa que veio depois.

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