Trajetória do Owl, parte 4

Aprovei comandos pelo notch no meio de uma reunião

jul de 2026 · escrito em · 2 min de leitura

macOS · Claude Code · projetos pessoais

A primeira versão do Owl nasceu como um portão. Quando o Claude Code pedia permissão, eu aprovava ou negava ali mesmo, no notch.

O teste de verdade veio numa reunião de trabalho. Não vou entrar em detalhes dela, só no que acontecia no canto de cima da tela.

Fase a fase

Antes, eu e o Claude tínhamos planejado o trabalho em fases, num arquivo de plano dentro da própria sessão. Durante a reunião, ele seguia esse plano. Terminava uma fase, me avisava que tinha dado tudo certo e perguntava se podia seguir para a próxima. Eu aprovava pelo notch, sem tirar os olhos da reunião.

Dava para fazer isso com calma porque era um projeto pessoal. Se algo saísse errado na implementação ou no plano, o pior que podia acontecer era uma notificação a mais para mim.

Mesmo assim, não confio no Claude de olhos fechados. Quando a reunião acabou, fui revisar tudo o que tinha sido feito e saí dali com uma lista de coisas para ajustar.

Uhuuu, e depois um xii

Ver funcionando foi ótimo. Um “aeeee, funcionou!” de verdade.

Logo depois veio o “xii, isso precisa mudar”. Aprovar pelo notch era rápido, mas eu aprovava sem o contexto todo. A área de texto do notch é pequena, e eu não queria metade da tela coberta enquanto trabalhava em outra coisa. Se fosse para mostrar tudo, melhor abrir a janela do Claude inteira toda vez que ele parasse.

Decidir precisa de contexto

Nem toda pergunta do Claude é um sim ou não. Às vezes vem uma lista de opções para escolher uma ou várias, e às vezes nenhuma serve e eu preciso escrever o que quero.

Cheguei a pensar em colocar botões, caixas de seleção e um campo de texto no notch. Desisti antes de implementar. O notch deveria ajudar no dia a dia e ser o mais simples possível, e encher ele de lógica seria imitar uma janela que já existe. A sessão do Claude já tinha tudo pronto para responder.

O problema era chegar até ela. Trabalho com vários espaços de trabalho, cada um com suas janelas, e achar a sessão certa no meio disso tomava tempo.

A ideia nova veio quase junto com o descarte da antiga. O Owl seria só um informante. Ele avisa que uma sessão precisa de mim e, com um clique, me leva até ela. Lá eu leio com calma e respondo do jeito que for.

O prompt do dia

Não tenho o texto exato. Lembro que expliquei tudo isso ao Claude, com detalhes, contando por que eu tinha mudado de ideia, por que achava que ficaria melhor e o que eu queria no lugar. Daí nasceu o clique que leva à sessão.

Sinto falta?

Para perguntas simples, às vezes sim. Mas prefiro assim, e hoje já me acostumei a trabalhar desse jeito.

Aquele clique que leva à sessão não saiu certo de primeira, e é disso que falo no próximo post.

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