Por que construir em vez de usar
Era um post simples do @wescld no X. Nem era gravação de tela, era um vídeo feito com o celular, mostrando o Rocky aparecendo no notch de um Mac. Achei sensacional.
Dava para falar com o agente sem sair da tela e sem largar o que eu estava fazendo. Parecia um daqueles pequenos ganhos de produtividade que, somados, mudam o dia.
O incômodo que já existia
Eu costumava ter mais de uma sessão do Claude Code aberta. Quando uma terminava, chegavam notificações do sistema que diziam pouco. Eu não sabia se ela tinha acabado, se esperava eu aprovar um plano ou se tinha me feito uma pergunta, e precisava ir até cada janela para descobrir.
Usar ou construir
O caminho natural era instalar e usar. Mas uso o computador com dados e códigos privados. Para instalar com tranquilidade, eu teria que investigar o Rocky a fundo. Podia ser só alguém que fez algo bonito, ou podia ter um código que eu não queria rodando na minha máquina.
Recriar do meu jeito me dava controle sobre o que estaria acontecendo e, de quebra, era uma chance de aprender enquanto construía.
O que eu queria testar
Até então eu só conhecia o Copilot. Não sabia bem do que o Claude era capaz.
Eu já tinha feito apps em Swift, Android e Flutter, e estava meio cansado dessa linha. Se fosse mais um app de celular, eu acabaria direcionando demais, enviesado pelo que já sei. Um app de Mac era terreno novo. Eu queria ver o que o Claude planejaria sozinho, aprender termos novos e ter motivo para ir atrás de conteúdo sobre uma plataforma que eu nunca tinha tocado.
Eu esperava conseguir, mas tinha receio de encontrar só mais um assistente que depende muito de quem está operando.
Hoje vejo que o copiloto de verdade foi ele. Buscava informação em várias fontes e me mostrava caminhos possíveis para eu escolher.
O prompt do dia
Este quadro deveria ter o prompt original, palavra por palavra. Não tem porque eu o perdi numa troca de máquina no trabalho.
Lembro do essencial. Tirei um print daquele vídeo, mandei para o Claude e perguntei se era possível fazer algo assim, e como. Depois pedi um plano. Com o plano fechado, fui pedindo para incluir os pontos que eu queria.
Por que Owl
O primeiro nome foi Hermes, o mensageiro. Combinava com uma notificação gourmet, mas já é usado em muita coisa e eu não queria confusão.
Depois pensei em algo ligado a olhar. O app fica no topo da tela, quase como um observador à espreita. Só que um animal seria mais fácil de virar ícone, simples de reconhecer.
Daí veio a coruja, Owl, com toda a carga que o nome traz.
No próximo post, conto sobre o plano que o Claude montou antes de escrever uma linha de código.